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Migalhas milagrosas (Cid Pacheco, 2001)

(ARTIGO)

Um fato essencial da equação eleitoral brasileira é que ela é predominantemente urbana e populista.
Tereza Cruvinel parece reforçar este axioma na sua nota – brilhante, como sempre – em O Globo (12 ago. 01), da qual destacamos os trechos abaixo:
” Uma economia em ordem ajuda a eleger um candidato. Em desordem, não ajuda necessariamente a derrotá-lo. (. . .)
Se a eleição fosse coisa matemática não teria graça.
A graça está no imprevisível, na curva e no acidente que podem virar a cabeça do eleitor.(. . .) O governo tem um arsenal de armas brancas e de fogo para usar, inclusive (. . .) a distribuição de donativos.
E o governo estoca donativos, inclusive em dinheiro vivo para os que raramente o vêem.
Três programas em curso porão dinheiro no bolso de milhões de eleitores. No próximo dia 25 começa a distribuição do bolsa-renda que dará R$ 60 a três milhões de pessoas em 920 municípios atingidos pela seca nos próximos três meses.
Ano que vem a ajuda será mais gorda, assim como a da bolsa-escola, que hoje paga R$ 15.
E, por fim, haverá o pagamento da correção do FGTS a 60 milhões de trabalhadores.
FH, o sociólogo, diria que são coisas do Brasil arcaico, mas funcionam.”
Referência:
PACHECO, Cid.
Migalhas milagrosas (Notas de aula).
Rio de Janeiro: NUMARK/ECO/UFRJ/Instituto CPMS Comunicação, 2001.

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