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Encontro de Candidatos (Senado, 2002) JCC


 
 
DEBATE
1o Encontro de Candidatos – Eleições 2002
– Senado Federal
NUMARK / ECO / UFRJ
MÓDULO I
1o Módulo:
Os Canditatos têm 10 minutos para abordar o tema e responder:
“Qual o papel de um Senador(a) pelo Rio de Janeiro na próxima legislatura? Por que o Sr(a). se acha merecedor de ocupar uma das duas vagas?”
Falam pela ordem previamente sorteada, os Candidatos:
JANIO CARLOS CARVALHO
(PRTB, N. 281)
Cid Pacheco:
Por um extravio de uma inscrição, não estava relacionada a Sra. Florinda Lombardi. Florinda Lombardi, número 161, do PSTU.
Por favor, junte-se a nós. Como a sra. não participou do sorteio, a Sra. atuará na ultima apresentação.
Agora vamos lá, o Candidato Jânio Carlos Carvalho, numero 281, do PRTB.
Jânio Carlos Carvalho:
Boa tarde a todos!
Eu quero parabenizar sobretudo a equipe do corpo docente aqui da faculdade, da UFRJ, aos alunos do curso de Comunicação por ter essa bela iniciativa.
Hoje, a gente tem que entender que tudo na vida depende da comunicação, depende da informação, e vocês tem um papel muito importante na sociedade brasileira, e nós temos visto aí ao longo dos dias como é importante a comunicação e como é importante a informação.
E vocês escolheram a carreira que eu entendo brilhante, e mais uma vez eu parabenizo pela escolha. E com relação ao que eu pretendo como candidato, o que me levou a ser um dos postulantes a uma das vagas do senado, é sobretudo com relação a alternância do poder. Eu entendo que a alternância do poder é importante. A gente tem que dar um basta, tem que dizer não ao continuísmo, tem que ter novas pessoas, novas tecnologias, novas cabeças pensantes… Isso é importante. A gente não pode perpetuar nas atividades publicas. Por isso, que entendo que devemos ter novos representante no senado federal.
A função do senador é tão importante, conforme diz o artigo 52 da constituição, que ao senado federal compete dentre tantas outras atribuições julgar e processar o presidente da republica, o vice-presidente, seus ministros de estado, além de ser um guardião ferrenho da constituição federal, fazer com que a constituição, que é a nossa carta magna, seja respeitada. E isso, infelizmente, não tem acontecido ultimamente.
Começa pela própria elaboração da constituição federal, em que muitos dos seus artigos mais importantes dependem de leis ordinárias para serem regulamentados. Nós temos o artigo 192 da constituição, que fala sobre os juros do protecionismo que é dado sobretudo ao setor financeiro. Porque que você vai no banco pegar o seu dinheiro, dinheiro seu que você colocou lá, você tem que pagar 10%, 12% ao mês? Agora, quando você deixa esse mesmo dinheiro que é seu lá aplicado em qualquer operação financeira, sobretudo na poupança, você tem menos de 1% ao mês? Por quê dois pesos, duas medidas?
Os senadores e os deputados federais têm, por obrigação, o mais rápido possível, procurar regulamentar o artigo 192, que trata do crime de usura, que regulamenta os juros que não podem ser mais de 1% ao ano. E isso, desde 88, infelizmente, não teve um parlamentar lá no congresso nacional, que interessasse em regulamentar o artigo 192 e acabar com o protecionismo ao setor financeiro.
Pra você ter uma idéia, o Itaú, no ano passado, de setembro até março de agora, só o banco Itaú teve 3 bilhões de reais de lucro, em detrimento da maioria das empresas produtivas do Brasil. Isso é um absurdo, e nós devemos na verdade criar mecanismos para acabar com esse tipo de protecionismo.
A gente não pode viver num pais onde nós todos os dias estamos aí vendo que é um país democrático, mas a democracia não se expande para todos, infelizmente. Porque não respeitar a constituição federal, porque que ela já não saiu auto aplicável, não saiu com seus artigos todos regulamentados, a gente precisa de leis ordinárias para regulamentar os artigos mais importantes dela.
Então isso é uma das funções que o senador, o senado federal, a câmara dos deputados deveria ver com carinho, acabar com esses abusos do setor financeiro no nosso país. Outra coisa que eu acho muito importante também, com relação ao senador, com relação ao senado federal de uma forma geral, é haver mais o povo, embora nós sejamos representantes do Estado, as atividades do senador tem dimensão nacional.
Nós não podemos continuar aceitando esse modelo de governo que aí está. Como já foi dito pelos demais que já se passaram por aqui, o Brasil é auto-sustentável, se nós acabássemos com essa corrupção, com esse desvio de verbas que existe em nosso país, daria pra pagar a dívida externa, não haveria necessidade de estar aí, atendendo as imposições do FMI, esse modelo violento de globalização, onde a maioria do povo do povo brasileiro, sobretudo no RJ, nós temos mais de 40% da nossa população do RJ vivendo na miséria absoluta, enquanto meia dúzia estão aí vivendo em situação privilegiada.
Então, se não houver uma mudança nessa questão social, nesse tratamento social, fazendo com que a constituição seja respeitada, nós não vamos chegar em lugar nenhum. Não adianta eu estar bem, com a barriga cheia, e o meu vizinho do lado estar passando fome, com a geladeira vazia ou sequer com um copo d’água. Nossos irmão dormindo aí debaixo de escada, dormindo debaixo de marquises, e eu não vejo ninguém fazer nada. A gente não vê parlamentar nenhum fazer alguma lei no sentido de dar oportunidade a essas pessoas, essas pessoas que estão excluídas do sistema. Então, eu acho que isso é importante, é importante que os nossos representantes, o nosso senado federal façam.
O RJ que me perdoe, mas ultimamente, infelizmente, está deixando muito a desejar a nossa representação no congresso nacional, sobretudo o Senado federal. Pra vocês terem uma idéia, o RJ perdeu, ultimamente, nós perdemos a Fórmula 1 para São Paulo, e trazia divisas, trazia empregos, por um período curto, mas trazia empregos para boa parte da população. Nós perdemos recentemente a Bolsa de Valores, todos os negócios das empresas, inclusive do RJ hoje são negociados em SP, por quê? Por falta de intervenção dos nossos parlamentares. Nós temos aqui, como já foi dito brilhantemente pelos demais companheiros, a Industria Naval que empregou mais de 250 mil pessoas no RJ – hoje nós estamos limitados a menos de 2 mil empregos. Os novos estaleiros estão sucateados, não há política voltada especificamente para isso. Nós temos um potencial turístico, o RJ é um estado abençoado por Deus que não há no Brasil nem no mundo,um estado tão bonito como é o RJ, e não há uma política turística voltada, uma secretaria especifica para cuidar do turismo RJ. E isso, infelizmente, nós estamos perdendo espaço para outros estados. Para se ter uma idéia, 70% do que nós consumimos no RJ é importado de outros estados. Não há política agrícola voltada para o homem do campo, no sentido que crie mecanismos de escola profissionalizante para fixá-lo em sua própria terra e evitar que ele venha pra cá, evitar o êxodo rural, evitar que as favelas nos grandes centros como RJ e SP a cada dia se propaguem.
Precisa-se cuidar da coisa pública com mais seriedade. O Brasil, realmente, infelizmente, tá faltando uma coisa chamada vontade política, e ter menos envolvimento, que infelizmente a grande maioria dos parlamentares são comprometidos com grandes empresários, com isso e com aquilo, e não estão a vontade para legislar, e nós estamos aí vendo a situação que está: alguns setores privilegiados e a grande maioria de setores da industria do nosso país, do nosso estado do RJ, entregue a própria sorte.
A desigualdade social, enquanto não for corrigida, nós vamos continuar vivendo esse sistema violento que aí está, sobretudo protegendo a quem não precisa, porque quem precisa mesmo está aí entregue a própria sorte. E ninguém faz nada de barriga vazia não! Esse negócio de discurso bonito, a gente tem que acabar com isso, a gente tem que executar, nós precisamos de pessoas que executem, pessoas que façam com que as leis sejam cumpridas, e que dêem alimentos, dêem comida para o povo. Porque ninguém com barriga vazia faz nada não.
Obrigado!

Arte SERPA, Marcelo H. N. Propaganda e interdisciplinaridade. V. Pós defesa. Rio de Janeiro: UFRJ, 2001. 179 p. Dissertação (Mestrado) ANEXO 2
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Propaganda e interdisciplinaridadeConclusões SERPA, Marcelo H. N. Propaganda e interdisciplinaridade. V. Pós defesa. Rio de Janeiro: UFRJ, 2001. 179 p. Dissertação
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Consumidor SERPA, Marcelo H. N. Propaganda e interdisciplinaridade. V. Pós defesa. Rio de Janeiro: UFRJ, 2001. 179 p. Dissertação (Mestrado) p. 33 No
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Produto SERPA, Marcelo H. N. Propaganda e interdisciplinaridade. V. Pós defesa. Rio de Janeiro: UFRJ, 2001. 179 p. Dissertação (Mestrado) p. 32 [...]
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Publicitário SERPA, Marcelo H. N. Propaganda e interdisciplinaridade. V. Pós defesa. Rio de Janeiro: UFRJ, 2001. 179 p. Dissertação (Mestrado) p. 31 [...]
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Propaganda – Ótica Mercadológica SERPA, Marcelo H. N. Propaganda e interdisciplinaridade. V. Pós defesa. Rio de Janeiro: UFRJ, 2001. 179 p.
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Consumo SERPA, Marcelo H. N. Propaganda e interdisciplinaridade. V. Pós defesa. Rio de Janeiro: UFRJ, 2001. 179 p. Dissertação (Mestrado) P. 26 “O
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