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Livre expressão e o voto na rede, 2014: (Gilberto Musto e Marcelo Serpa, 2013)

Pede-se não coibir a livre expressão do novo candidato

PEDE-SE

NÃO COIBIR

A LIVRE EXPRESSÃO

DOS NOVOS CANDIDATOS

A alternância constante dos métodos e dos processos, a partir da tecnologia que se infiltra e disputa o tempo e o espaço público, ofertando um volume de informação cada vez maior, aparece como que um indicativo para que os políticos mais atentos percebam o surgimento de alternativas em comunicação que podem vir a contribuir para os processos de mudança da opinião pública e melhor formação dos eleitores.

Sob as bandeiras da equidade entre os candidatos, diminuição de custos eleitorais, e do volume de propaganda dirigida aos eleitores no período de campanha, há um ano das eleições, deputados aprovaram lei que, mais uma vez, coíbe e limita o uso da propaganda.  Mas se o discurso caminha para um sentido, o objetivo, o motivo, parece exatamente o contrário. Enquanto, demagogicamente, sugere-se que a medida contribui para o bom curso das campanhas (limpas), quanto menos propaganda se faça, maiores dificuldades terão os novos candidatos para divulgar suas propostas e imagem e buscar tomar os lugares dos que hoje estão no poder.  

Haveriam indicativos de grande probabilidade de substituição dos políticos já eleitos, o que estaria motivando providências para dificultar o caminho dos que necessitam dos meios de comunicação para exposição de sua imagem e propostas junto aos públicos eleitorais.

Projeto aprovado, tudo parece estar caminhando bem para os políticos já eleitos. A nova lei coibirá a livre expressão política dos novos candidatos, numa espécie de ranço antidemocrático de alguns velhos políticos que temem perder seu espaço por absoluta incapacidade de mantê-los através de bons serviços prestados a seus eleitores.

Mas a perspectiva do fechamento de um medium para os novos candidatos ocorre simultaneamente à criação de uma alternativa que parece começar, a custos mais acessíveis, a ganhar força e representatividade, quando exercida com rigor profissional: a internet.

E aí, mudanças à vista. Com a conectividade e mobilidade, a internet chegando a mais de 90% dos celulares dos eleitores das classes C e D permitindo a navegação rápida, e a inclusão de pacotes específicos de acesso às redes sociais digitais, os novos políticos conectados com o seu tempo, poderão ter acesso ao grande público, buscando o eleitor através de um trabalho bem estruturado, com conteúdos de real interesse, promovendo forte interação eleitor-candidato. Os mais conectados vêm buscando inteirar-se das novas ferramentas de informação e comunicação digital, e chegam a montar verdadeiras frentes de gestão de comunicação para redes sociais. E não se trata de um fenômeno local, basta acompanhar os principais eventos do meio político-eleitoral latino-americano para conhecer uma diversidade de cases bem-sucedidos.

Mas, o que vem por aí? As eleições brasileiras de 2014 serão um marco digital que influenciará boa parte do processo de comunicação eleitoral? Se os eleitores “on line” converterem-se em eleitores “off-line”, se essa taxa de conversão se revelasse em níveis superiores a 25%, então estaríamos diante de um quadro em que se aciona a luz vermelha: quem não estiver na rede não existirá eleitoralmente.

Quem viver, verá?

2014: Livre expressão e o voto na rede. MUSTO, G. SERPA, M.  Novembro de 2013. Blog SerpaOnLine / www.marceloserpa.com.br

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Professor Marcelo Serpa
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